Império Do Rock: Histórias
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Symphony X - História

Em abril de 1994 no estado estadunidense de Nova Jérsei o guitarrista Michael Romeo, aproveitando o sucesso de seu demo solo The Dark Chapter resolveu montar uma banda. O primeiro membro a integrar-se foi o baixista Thomas Miller, com quem Michael já havia trabalhado muito nos últimos dez anos. A dupla então chamou para o conjunto o baterista Jason Rullo, o vocalista Rod Tyler e o tecladista Michael Pinella.

Gravaram seu primeiro álbum Symphony X nos meses de agosto e setembro de 1994. Sendo lançado no Japão em dezembro do mesmo ano, o álbum rendeu muito boas impressões dos fãs de metal progressivo e alguns de hard rock melódico de todo o mundo.

No começo de 1995, o vocalista Rod Tyler abandonou a banda durante as gravações do segundo álbum, The Damnation Game. Russel Allen assume então os deveres vocais, com sua voz grave, harmonia vocal e influência da música clássica. Apenas oito meses após o álbum de estréia, o Symphony X lança seu segundo disco, com o intuito de quebrar as barreiras do metal progressivo também na Europa. The Damnation Game rendeu melhores criticas do que o primeiro álbum.

Já no final de 1996 a banda voltou ao estúdio para começar a gravar seu terceiro e, considerado até hoje por grande parte dos fãs em especial os da França, Alemanha e Itália, como o melhor da carreira da banda: The Divine Wings of Tragedy. Enquanto os dois primeiros discos mostravam influências diretas e óbvias, esse álbum mostrou uma banda com características próprias e originais. Foi aceito pelos fãs de braços abertos e faixas como "Of Sins and Shadows", "The Accolade" e a faixa título com seus vinte minutos de duração tornaram-se clássicas deste estilo. O álbum, foi eleito o melhor de 1997 por inúmeras publicações especializadas e vendeu mais de cem mil cópias apenas no Japão.

Iniciou-se então o trabalho para o sucessor de The Divine Wings of Tragedy, e a idéia era lançar algo tão bom quanto ele, ou melhor. Por isso, ao invés de irem à Europa para tocarem ao vivo, a banda decidiu trabalhar no álbum que viria. No final de 1997, pouco antes de iniciarem as gravações, o baterista Jason Rullo deixou a banda e foi substituído por Thomas Wailing. O grande sucesso do álbum Twilight in Olimpus aumentou mais ainda o sucesso que a banda fazia, o disco foi arrasador. A banda fez turnê na Europa, mas Thomas Wailing, o novo baterista e Thomas Miller, o baixista não puderam excursionar pelo continente. O ex-baterista Jason Rullo decidiu voltar para a banda, enquanto Thomas Miller foi substituído temporariamente por Andy De Luca. A turnê foi um sucesso, com vários concertos de lotação esgotada.

Ao voltar para os Estados Unidos foram feitas várias audiências para escolher o substituto definitivo de Thomas Miller, o que resultou na estrada de Mike LePond, que com sua técnica deixou a banda impressionada. Também em 1998, um mês depois do lançamento de Twilight in Olimpus, ocorreu o lançamento do grandioso álbum Prelude to the Millennium, uma coletânea reunindo os clássicos da banda.

Em 1999 o Symphony X entra novamente em estúdio para gravar a nova obra-prima, lançado no ano seguinte. V: The New Mythology Suite foi muito marcante, pois foi durante a turnê na Europa do mesmo, que houve a gravação do primeiro disco ao vivo da banda, o duplo Live on the Edge of Forever, lançado em 2001. Em 2002 deu-se o lançamento de novo álbum do Symphony X, The Odyssey, com sua faixa título de mais de 24 minutos.

Após cinco anos longe dos estúdios, o Symphony X brinda seus fãs com o seu sétimo álbum, Paradise Lost, com lançamento em 26 de Junho de 2007. Apesar do sucesso no estrangeiro, a banda nunca fez tanto sucesso nos Estados Unidos, mas agora esse panorama está mudando e está havendo um reconhecimento maior dos artistas no país.

História - Cradle Of Filth


O Cradle of Filth pode ser considerado como uma das bandas responsáveis pela ressurreição do black/death metal ao redor do mundo. Não que essas vertentes mais extremas do metal estivessem mortas, mas, no mínimo, podemos dizer que elas estavam restritas à um público bem pequeno. Então, seria melhor dizer que o Cradle foi um dos responsáveis pela popularização que vem ocorrendo nos últimos tempos deste estilo, abrindo espaço para outras excelentes bandas. Não é a toa que Dimmu Borgir, At the Gates, e o pessoal mais veterano como Mayhem e Emperor, conquistaram muitos fãs recentemente.A banda foi formada na Inglaterra, no verão de 1991, e tinha como membros iniciais o vocalista Dani Filth, o guitarrista Paul Ryan, seu irmão tecladista Ben, o baixista John Richard e o baterista Darren.

Com esse line-up, gravaram uma demo em 1992, chamado Invoking the Unclean. Logo depois gravaram um segundo demo, chamado Orgiastic Plesure, já com o guitarrista Robin na banda. Este sai da banda pouco tempo depois, mas com a saída do baixista John Richard, ele volta para assumir o baixo, enquanto um novo guitarrista entra, chamado Paul Allender. Com todas essas mudanças, mais um novo demo é gravado, chamado Total Fucking Darkness. Logo depois, Darren sai da banda para a entrada do excepcional baterista Nickolas Baker. A essa altura, o Cradle era um sexteto: Dani nos vocais, Robin no baixo, Paul Allender na guitarra, Paul Ryan na outra guitarra, Ben Ryan nos teclados e Nickolas na bateria. No final de 1993, devido a repercussão de Total Fucking Darkness, a Cacophonus Records contrata a banda, que já se destacava pelo conteúdo de suas letras e pela imagem da banda em si.

Assim como as bandas mais antigas do estilo, eles vestiam-se e pintavam-se de um jeito característico, com um apelo gótico muito forte. Mas as letras eram um pouco diferentes: em vez de explorar temas como vikings e ocultismo, os temas preferidos do letrista Dani são vampiros e a lenda de Elizabeth Bathory (que teria sido uma aristocrata européia do século 16 que torturava e matava seus criados, acreditando que ao beber o sangue destes, conservaria sua beleza ao longo da eternidade). As letras de Dani também se destacam por serem muito bem escritas, com um certo apelo poético. E isso não é nada estranho ao sabermos que ele, em sua juventude, leu e estudou obras de escritores e filósofos como Nietzsche, Shelley, Baudelaire, De Sade e Byron.No ano de 1994 o COF lança seu primeiro álbum. Com o singelo título de "The Principle of Evil Made Flesh" (O princípio do mal faz a carne), conseguem uma grande notoriedade junto ao público e a mídia, chegando a vender 32.000 cópias.

Desse álbum pode-se destacar a excelente "Forest Whispers my Name" e "A Crescendo of Passion Bleeding", que já mostra um lado mais voltado ao terror que a banda ia seguir, sem contar a maquiagem pesada que o grupo adotava na época e os nomes artísticos como: Nocturnal Pulse para Robin e Dark Immortall Scream para Dani.

Apesar do relevante sucesso que a banda vinha fazendo, as constantes mudanças em sua formação continuavam, e já estava prejudicando a relação com a gravadora Cacophonus. Mais mudanças surgiram no segundo trabalho do grupo o mini-CD "Vempire or Dark Faerytales in Phallustein", lançado em 1996 com a saída dos irmãos Ryan para dar lugar a Stuart Anstis (guitarrista) e Damien Gregori (tecladista), além da saída de Paul Allender para a entrada de Jared Demeter. Desse mini-CD podemos destacar a excelente "Nocturnal Supremacy", além de ter regravações para "The Forest Whispers My Name

Enquanto escrevia material para um novo disco, a banda negocia sua saída da Cacophonus, e em novembro de 1996, conseguem trocar de selo. A nova casa agora é a Music For Nations. Ainda antes de um novo lançamento, mais uma mudança na formação: sai o recém chegado Jared para a entrada de Gyan Pyres. Em 1996, a banda lança então um novo disco, chamado Dusk... And Her Embrance. Produzido por Kit Woolven (Cathedral, Thin Lizzy), é um excelente álbum que tem como principais destaques a belíssima faixa que dá nome ao trabalho e a épica Malice Through The Looking Glass. Foi produzido durante dois meses; na verdade, a banda ainda estava na Cacophonus quando começou a preparar esse disco, mas já haviam decidido lançá-lo por outro selo devido aos problemas com a antiga gravadora. Além da produção bem melhor que seus antecessores, as músicas também evoluíram muito, com maior passagens "épicas", vocais femininos que dão um toque de erotismo e sadismo a música da banda e um clima de filme de terror recheiam todo o álbum, sem contar as partes orquestradas. A capa lembra o primeiro álbum do Black Sabbath, mas isso só para os mais desavisados, pois já ouvi esse comentário antes. Mas na verdade trata-se da Condessa Elisabeth Bathory (leia mais sobre ela no final). Dani Filth (vocalista e principal compositor), se inspira e muito nas histórias que circundam a vida da condessa.

Os destaques do Cd ficam para a épica faixa título e "Malice Through The Looking Glass".Algumas versões desse Cd foram lançadas dentro de um caixão, e vinham com algumas faixas extras como: uma versão diferente para "Nocturnal Supremacy" e o cover para "Hell Awaits" do Slayer.Pode-se dizer que Dusk é um divisor de águas na carreira do Cradle of Filth, com músicas muito melhor arranjadas e uma produção bem superior à banda consegue atingir um reconhecimento bem maior e grandes turnês incluindo participações nos festivais Dynamo Opein Air (Holanda) e o Milwaukee Metal Fest (USA).No álbum, a banda aparece cada vez mais envolvida com vampirismo, além de misturar a isso uma certa temática erótica, realçada pelos belos vocais femininos que permeiam algumas das melhores faixas (vocais femininos já apareciam nos discos anteriores, mas em bem menor quantidade).

Destacam-se ainda belas passagens orquestradas, que fazem desse disco um dos melhores do black metal dos últimos tempos. A partir dele, o prestígio da banda torna-se quase mundial, e o número de fãs agora é bem maior. Atualmente são encontradas edições especiais deste disco, como, por exemplo, uma edição digi-pack. Depois de uma grande turnê de divulgação, a banda volta ao estúdio ao lado do produtor Jan Peter Genkel (Therion) para a gravação de um novo álbum, não sem antes ter mais uma mudança em sua formação: saiu o tecladista Damien para dar lugar à Lecter Smith. Assim, lançam em 1998 mais um incrível disco: Cruelty And The Beasty. O título do disco é uma referência à uma frase do filósofo prussiano Friederich Nitzsche, que originalmente dizia: There is no beauty without cruelty (não existe beleza sem crueldade). Destacam-se nesse álbum algumas músicas arrebatadoras como Beneath the Howling Stars e Desire in Violent Overture, além da sinistra Venus in Fears. Nesse disco, temos ainda mais destacada a participação do vocal feminino da cantora Ingrid Pitt. E por fim, destaque especial para a belíssima arte final do disco, principalmente no encarte: a começar pela capa, que é uma das mais bonitas no metal nos últimos tempos (apesar de ultimamente as bandas estarem dando atenção especial a este detalhe), passando pelas páginas que possuem belas imagens da modelo Luiza Morando interpretando Elizabeth Bathory. A capa é uma alusão a um dos "passatempos" da Condessa, banhar-se em sangue. E todo o merchandise da banda passou a ser trabalhado em cima das sessões fotográficas da modelo.Existe também uma edição especial desse álbum, que vem com um disco bônus contendo três músicas inéditas (uma delas em versão remix) e dois covers: Hallowed Be Thy Name do Iron Maiden e Black Metal do Venom. Ainda em 1998, a banda participa de dois outros projetos: um tributo ao Slayer chamado Slatanic Slaughter II, no qual a banda toca a música Hell Awaits - participam ainda desse tributo bandas como Vader, Benediction e Anathema; e a coletânea Gods of Darkness, para o qual a banda contribui com Malice Through The Looking Glass, e figura ao lado de nomes como Dimmu Borgir, Emperor, Satyricon, Mayhem e Dissection.

Uma grande turnê foi realizada para divulgação do cd. Mas a banda teve alguns problemas, como por exemplo, no Vaticano, quando os policiais locais tentaram prender o vocalista Dani Filth por andar com uma camisa com os dizeres - "I Love Satan", ele só não foi preso por que um dos guardas era fã do grupo e o liberou depois de retirar a camiseta. Nos EUA a banda também teve muitos problemas com grupos religiosos, que protestavam a cada show. Em alguns países o merchandise do grupo não podia ser vendido e na Inglaterra dois jovens chegaram a ser presos por estarem vestindo uma das camisas da banda. Conhecida como "Vestal Masturbation", que aparece uma freira se masturbando. E foi nesse ponto que a banda investiu muito, todo o merchandise do grupo possui frases fortes e imagens idem, fazendo a cabeça dos jovens no mundo inteiro, atualmente se você for a qualquer show de metal o número de fãs vestindo camisetas do Cradle é tão grande quanto à da banda que for tocar. Depois de mais uma longa e tumultuada turnê, a banda tem mais uma baixa: Nickolas Baker deixa o grupo para ir tocar com o Dimmu Borgir. Ele chega a participar das gravações do EP da banda, From the Cradle to Slave, lançado já em 1999, que tem ainda a participação de dois outros bateristas.

Atualmente, quem ocupa este posto na banda é David Hirscheimer que, aparentemente, já se tornou membro efetivo. Logo depois do lançamento do EP, mais mudanças: saíram Lecter Smith e Stuart Anstis (motivo: diferenças pessoais com Dani) para a volta dos guitarristas Paul Allender e Gyan Pyres. A banda continua procurando um tecladista.Continuando em 1999, a banda participou de uma outra coletânea, chamada Beauty in Darkness. O Cradle toca a música Cruelty Brought The Orchids. Participam também deste projeto bandas como Crematory, My Dying Bride e Moonspell. Ainda 1999 a banda lançou um vídeo chamado PanDaemonAeon que traz ainda o making-of do vídeo e mais alguns clips ao vivo. Quando o estranho e o bizarro se encontram, com certeza veremos no meio disso um clipe do Cradle of Filth.

From the Cradle to Enslaved faz parte do DVD PanDaemonAeon é uma orgia sexual e aterrorizante que só uma mente psicótica como a de Dani Filth poderia conceber. Foram usados mais de 120 galões de sangue, essa quantidade é maior que a usada no filme Hellraiser. E isso tudo foi produzido por Alex Chandon, renomado produtor de filmes de terror B. Alex produziu alguns aclamados filmes underground como: "Pervirella" que é um filme de terror erótico, "Bad Karma", "Drillbit" e "Siamese Cop". Lançado em 1999, o DVD contém o videoclipe "From the Cradle to Enslave", em duas versões, a censurada e a não censurada, traz ainda o making-of do vídeo e mais alguns clipes ao vivo. Quanto ao Ep, com seis faixas sendo que dois são inéditas, dois covers e 2 remix. O álbum começa com a excelente faixa título que é simplesmente perfeita seguida por "Of Dark Blood and Fucking", uma cacetada. Os covers ficaram por conta das faixas "Sleepless" do Anathema e "Death Comes Ripping" do Misfits.

No mesmo ano de 1999, o COF participa de uma outra coletânea chamada "Beauty in Darkness", dessa vez ao lado de bandas como: Crematory, My Dying Bride e Moonspell. A música escolhida foi "Cruelty Brought The Orchids".

Em 2000 a banda lança o álbum Midian pela Music For Nations, com Adrian na bateria e Martin nos teclados, um album muito bom, que na opinião de muitos é o melhor da banda. Vale destacar a excelente faixa "Her Ghost In The Fog" que teve seu videoclipe, "Saffron's Curse", "Amor E Morte" com título em português e dedicada aos fãs da banda em Portugal, onde são muitíssimo conceituados, "Death Magick For Adepts".

Mais turnês são feitas para divulgar o álbum. Nesse mesmo ano Dani Filth, estréia o curta metragem "Cradle of Fear", dirigido pelo mesmo diretor de "From the Cradle to Enslave", Alex Chandon.O filme é vendido somente pela internet, devido às censuras sofridas em diversos países.

O personagem principal é o vocalista Dani Filth, interpretando um psicopata que acredita ser um vampiro.

Para você ter uma idéia dos integrantes do filme, é o seguinte:

Martin (teclados), é o cara que esta caminhando no começo do filme. Rob (Graves, ex-baixista), é um demônio que fica gritando em uma cruz na estrada na primeira estória. Adrian (Erlandsson, baterista), é um homem com uma ferida e cara de "exctase" na mesma cena da rua e eles diz "trust him..." (confia nele...). Gian [Pyres, guitarrista], é o perigosíssimo estuprador-assassino que esta no "Sick Room", na estória da Internet.

Coincidentemente a garota que ele esta vendo na manchete é a esposa do Batera na vida real, e dançarina. E finalmente Paul (Allender, guitarrista), é o lunático que caminha com um machado pelo corredor e é assistido pela enfermeira do hospício.

No ano de 2001 o COF grava um show em abril na cidade de Nottingham, na Inglaterra, para ser lançado como dvd que viria a sair mais tarde, esse show foi transmitido pela internet e mais de 12.000 pessoas acompanharam em todo o mundo. Em 2001 a banda além de inaugurar seu selo "Abracadever" com o lançamento do álbum "Bitter Suites To Succubi", são contratados pela gravadora Sony Music. Ainda falando de "Bitter Suites To Succubi", vale frisar que não se trata de um novo álbum propriamente dito e sim de uma compilação que contém algumas regravações, um cover e seis inéditas. Regravações como "The Forest Whispers My Name", "The Black Goddess Rises" e "Summer Dying Fast", todos do primeiro álbum. O excelente cover de "No Time To Cry" da banda Sisters fo Mercy. Das inéditas os destaques vãos para as faixas "Born In A Burial Gown" e "Suicide and Other Comforts". A versão importada do CD traz ainda o clipe para a faixa Born In A Burial Gown, além de outras surpresinhas multimídia.

No meio do ano o baixista (Robin) deixa o Cradle Of Filth por razões pessoais e no seu lugar é posto Dave Pybus (ex-Anathema), e no mês de novembro é lançado o segundo dvd da banda chamado de “Heavy Left-Handed and Candid”.

No ano de 2002 o Cradle Of Filth grava uma música cover da banda Twisted Sister (“The Fire Still Burns”), em maio o Cradle participa do “Ozzfest-UK” ao lado das bandas: Slayer, Ozzy Osbourne, Tool e System Of A Down. Ainda nesse mês a gravadora Music For Nations lançou um cd duplo da banda chamado "Lovecraft & Witch Hearts" contendo 24 faixas das épocas : Dusk...And Her Embrace, Cruelty And The Beast, From The Cradle To Enslave e Midian, além de faixas que foram lançadas somente em edições limitadas. Para quem não conhece a banda ou não tem tudo deles, esse álbum é um prato cheio, não só pelos covers, que ficaram muito bons, mas pelo fato de que uma banda com um som tão extremo conseguiu mostrar talento e profissionalismo em tudo o que faz, sendo reconhecida e tendo fãs dos mais diversos estilos musicais, não se limitando a panelinha que se criou em torno do black metal.

Em agosto de 2002 é lançado na Inglaterra o primeiro cd ao vivo do COF “Live Bait For The Dead”, contendo o show realizado no dia 14 de abril de 2001 na cidade de Nottingham e mais algumas músicas regravadas e remixadas da banda. No mês seguinte, o guitarrista Gyan Pyres resolve sair da banda por problemas pessoais. Ainda no final do ano o Cradle entrou em estúdio para gravar o seu novo álbum com titulo "Damnation and a Day" com a participação da orquestra de Budapeste. As letras do álbum contem história por trás da Bíblia colocando Lúcifer na frente de tudo para contar a versão dele de como seria o juízo final para todos, durante uma matança ritualística, tudo baseado em textos da própria bíblia. O álbum foi lançado em março de 2003 pela Sony Music, uma gravadora major. Fizeram alguns shows, e depois entraram em turnê no Ozzfest 2003 cantando ao lado de Ozzy Osbourne, Marilyn Manson, Korn e muitas outras bandas de peso no metal. Na mesma época lançaram seu primeiro single-DVD com o titulo de "Babalon A.D" nome da faixa principal que tem o clipe dirigido por Wiz que costuma fazer os vídeos de Marilyn Manson. Em Dezembro de 2003 lançou o segundo single-DVD "Mannequin" que contém vários shows montados num só clipe para a música The Promise of Fever, o vídeo clipe da música título (Mannequim) e Babalon AD, Animação da faixa Serpent Tongue e ainda alguns bonus.

Manowar - História

A banda surgiu em 1980, quando o baixista Joey DeMaio, que fazia um projeto com o vocalista Ronnie James Dio, perdeu a parceria do mesmo, pois Dio fora chamado para atuar como vocalista da banda Black Sabbath, e assim DeMaio correu em busca de uma nova formação. O Manowar lançou o seu primeiro e clássico álbum Battle Hymns em 1982. A formação na época consistia em Eric Adams (vocal), Joey DeMaio (baixo) - ambos no grupo até hoje - além de Ross The Boss (guitarra, que permaneceu até o lançamento de Kings of Metal, 1988) e Donnie Hanzik (bateria, que só gravou o primeiro álbum). Scott Columbus assumiu as baquetas e permanece até hoje, embora não tenha gravado o disco The Triumph of Steel (gravado por Kenny Earl “Rhino” Edwards). O álbum mais atual dos Manowar é Gods Of War (2007).

A característica marcante da banda, além de sua polêmica auto-promoção é seu discurso em prol do verdadeiro heavy metal, sua temática lírica que mistura temas como mitologia nórdica, mulheres e velocidade, e a proclamação de que os fãs do Manowar são os melhores e mais dedicados fãs do mundo. Musicalmente, a banda executa o estilo tradicional de heavy metal, com influências de power metal. O Manowar detém ainda o seu nome inscrito no Guiness Book of Records como o grupo que conseguiu atingir o som mais alto jamais tocado em palco (sendo o mesmo comparado ao som emitido pela turbina de um Boeing na altura de levantar voo).

Recentemente o grupo lançou o dvd The Day the Earth Shook - The Absolute Power em 2006, e em 2007 lançou o Live Kavarna, que contem mais de tres horas de show, o mesmo adentrou ao Guiness Book. Recentemente a banda quebrou seu próprio recorde, em um show que durou cinco horas e um minuto.

A banda já vendeu mais de 9 milhões de álbuns em todo o mundo.

História - Led Zeppelin

Princípio.

Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de “The New Yardbirds” de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo “The Band of Joy”. Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70.

Após alguns concertos como “The New Yardbirds”, a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um “supergrupo” contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um “balão de chumbo” (do inglês “lead zeppelin”). A palavra “lead” é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como “lid”, que lhe daria outro significado).

Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso “Whole Lotta Love”, que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.

Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com “Whole Lotta Love”, que apresenta grandes semelhanças com “I need Love”, de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela “Chess Records”, foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.

A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no “Texas Pop Festival” de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.

Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para “Bron-Yr-Aur”, uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a “Atlantic Records” editou “Immigrant Song” em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B “Hey Hey What Can I Do”. Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, “Stairway to Heaven” nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de “Whole Lotta Love”, que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.

Auge.

As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de “Zoso”, “Four Symbols” ou simplesmente “Led Zeppelin IV”. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas como “Black Dog”, o misticismo folk de “The Battle Of Evermore” (cuja letra foi inspirada em “O Senhor dos Anéis”) e a combinação dos dois estilos em “Stairway to Heaven”, um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de “When The Levee Breaks” de Memphis Minnie.

O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como “The Song Remains The Same”, “No Quarter” e “D’yer Mak’er”. Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.

Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome “Midnight Moonlight” no primeiro álbum dos “The Firm”, banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a “Swan Song” editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.

Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a “Swan Song”. Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.

Pouco tempo depois do lançamento de “Physical Graffiti” toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a “A Maior Banda De Rock Do Mundo”.

Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.

Últimos Anos.

Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados. Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.

No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o “setlist” do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.

Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha “All My Love”, dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Plant) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.

Em setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.

Depois do Fim.

Dois anos após a morte de John Bonham a banda editou Coda, uma coleção de músicas não-editadas.

Em 13 de Julho de 1985, o Led Zeppelin reuniu-se para o concerto Live Aid, com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Um ano depois Page, Plant e Jones voltam a reunir-se com Tony Thompson, com o intuito de voltarem a tocar como Led Zeppelin, mas um grave acidente de carro envolvendo Thompson, pôs fim a esta intenção. Eles voltaram a se reunir 1988, com Jason Bonham no lugar que foi de seu pai, para o 40º aniversário da Atlantic Records. Esta formação ainda voltou a tocar no 21º aniversário da filha de Bonham, Cármen, e no casamento de Jason.

Page e Plant, sem Jones, voltaram a reunir-se em 1994 para contribuir para a série “Unplugged”, da MTV, intitulado “No Quarter”. Jones não gostou de não ter sido chamado para essa gravação, especialmente porque o título do álbum, “No Quarter”, vem de uma música de mesmo nome, que contém muito de seu trabalho. O estresse entre ele e Page e Plant foi ainda mais agravado quando, em uma entrevista coletiva Plant disse que ele estava “estacionando o carro.

Em 1997 foi lançado o primeiro álbum do Led Zeppelin em 15 anos, BBC Sessions. Esse álbum duplo incluía a quase totalidade das gravações que a banda tinha feito para a BBC, embora alguns fãs tenham notado a falta de uma sessão de 1969 que incluía a música nunca editada “Sugar Mama”. A essa altura, a “Atlantic” editou um single de “Whole Lotta Love”, que se tornou o único single da banda.

Em 2003 foi lançado o álbum How the west was won e o DVD Led Zeppelin. No fim do ano o DVD tinha vendido mais de 520 000 cópias.

Em 2006 a banda recebeu o Prêmio Polar de Música, um dos mais prestigiosos do mundo, como melhor banda de rock de todos os tempos.

No dia 10 de setembro de 2007, Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones se reuniram em Londres e anunciaram seu retorno aos palcos em uma única apresentação para vinte mil pessoas em um show em homenagem a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, morto em 2006 a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas. Eles anunciaram ainda que, no dia 13 de novembro de 2007, será lançado um novo CD intitulado “Mothership”, uma coletânea de músicas escolhidas pela própria banda e com nova remasterização, para substituir as coletânes “Early Days” e “Latter Days” lançadas anteriormente e que não foram consideradas com o “padrão de qualidade” do Led Zeppelin. O concerto foi realizado em 10 de dezembro de 2007, em Londres, e contou com a presença de Jason Bonham na bateria.

Em 7 de janeiro de 2009 o manager de Jimmy Page, Robert Mensch, declarou que planos de reviver a banda foram abandonados.

Amostras e Versões.

As músicas da banda foram, ao longo dos anos, alvo de muitas versões; os americanos Dread Zeppelin fizeram a carreira à custa de versões e paródias das músicas do Led Zeppelin; Alexis Korner fez uma versão de “Whole Lotta Love”, que foi durante muitos anos o tema do “BBC Chart Show”; Tina Turner também fez uma versão da mesma música; e a London Philharmonic Orchestra fez um tributo que incluía “Stairway To Heaven”, “When The Levee Breaks” e “Kashmir”.

O guitarrista Stanley Jordan fez um boa interpretação instrumental de “Stairway To Heaven”, canção cujos solos eram freqüentes em uma montagem cinematográfica dos anos 80 do livro de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Frank Zappa também gravou “Stairway To Heaven”. Mais inusitada foi a versão axé music que a banda baiana Babado Novo fez em 2003 do clássico “D’yer Mak’er”, peculiarmente misturando Rock e Reggae, mas despertando a ira de alguns dos fãs mais puristas do Led Zeppelin. Outra banda brasileira fez uso de uma canção do Led Zeppelin foram os cariocas do Planet Hemp, que pegaram a parte instrumental de The Ocean e colocaram um letra de autoria deles e o som foi batizado de “Adoled”", que foi editado no disco Os Cães Ladram Mas A Caravana Não Para” de 1997.

Em 1995 foi editado Encomium, um disco tributo ao Led Zeppelin com vários artistas modernos dos mais diversos estilos. Destacam-se no disco a versão notável de “Dancing Days” interpretada pelo grunge Stone Temple Pilots e as versões pesadissímas de bandas modernas de metal inluenciadas pelo Led Zeppelin como Helmet em Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks.

A influência do Led Zeppelin se mostrou poderosa em bandas de heavy metal, trash metal e metal alternativo dos anos 90 (alternative metal) que regravaram em estúdio ou ao vivo diversas covers da banda. Muitas destas assumiram publicamente ter o Led Zeppelin como sua maior influência. Dentre as bandas influenciadas tivemos regravações diversas como Tool gravando No Quarter no CD/DVD Salival de 2000, Korn com Wholle Lotta Love e Immigrant Song nos ensaios de seu acústico para MTV (tendo vídeo no youtube inclusive), os já citados Helmet com Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks no disco Encomiun, Crowbar ao vivo com No Quarter, Down ao vivo com Dazed and Confused em 2007 também com vídeo no youtube), Megadeth com Out on Tiles nas edições especiais do disco United Abominations de 2007, Soundgarden com diversos covers ao vivo como Wole Lotta Love, Communication Breakdown e Stairway to Heaven. O grupo brasileiro Angra regravou Kashmir para um CD tributo ao Led Zeppelin em 2002. O Oasis costumava tocar o riff de Whole Lottla Love após o encerramento da música Cigarettes & Alcohol em seus shows. Essa performance pode ser encontrada no CD e DVD ao vivo Familiar To Millions, editado em 2001.

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, a banda sempre foi muito protetora das suas músicas, e raramente autorizava que elas fossem usadas para outros fins. Mais recentemente foram-se tornando mais flexíveis, podendo-se ouvir música dos Zeppelin em filmes como Almost famous e School of Rock.

História - Led Zeppelin

Princípio.

Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de “The New Yardbirds” de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo “The Band of Joy”. Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70.

Após alguns concertos como “The New Yardbirds”, a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um “supergrupo” contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um “balão de chumbo” (do inglês “lead zeppelin”). A palavra “lead” é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como “lid”, que lhe daria outro significado).

Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso “Whole Lotta Love”, que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.

Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com “Whole Lotta Love”, que apresenta grandes semelhanças com “I need Love”, de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela “Chess Records”, foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.

A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no “Texas Pop Festival” de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.

Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para “Bron-Yr-Aur”, uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a “Atlantic Records” editou “Immigrant Song” em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B “Hey Hey What Can I Do”. Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, “Stairway to Heaven” nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de “Whole Lotta Love”, que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.

Auge.

As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de “Zoso”, “Four Symbols” ou simplesmente “Led Zeppelin IV”. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas como “Black Dog”, o misticismo folk de “The Battle Of Evermore” (cuja letra foi inspirada em “O Senhor dos Anéis”) e a combinação dos dois estilos em “Stairway to Heaven”, um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de “When The Levee Breaks” de Memphis Minnie.

O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como “The Song Remains The Same”, “No Quarter” e “D’yer Mak’er”. Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.

Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome “Midnight Moonlight” no primeiro álbum dos “The Firm”, banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a “Swan Song” editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.

Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a “Swan Song”. Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.

Pouco tempo depois do lançamento de “Physical Graffiti” toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a “A Maior Banda De Rock Do Mundo”.

Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.

Últimos Anos.

Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados. Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.

No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o “setlist” do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.

Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha “All My Love”, dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Plant) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.

Em setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.

Depois do Fim.

Dois anos após a morte de John Bonham a banda editou Coda, uma coleção de músicas não-editadas.

Em 13 de Julho de 1985, o Led Zeppelin reuniu-se para o concerto Live Aid, com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Um ano depois Page, Plant e Jones voltam a reunir-se com Tony Thompson, com o intuito de voltarem a tocar como Led Zeppelin, mas um grave acidente de carro envolvendo Thompson, pôs fim a esta intenção. Eles voltaram a se reunir 1988, com Jason Bonham no lugar que foi de seu pai, para o 40º aniversário da Atlantic Records. Esta formação ainda voltou a tocar no 21º aniversário da filha de Bonham, Cármen, e no casamento de Jason.

Page e Plant, sem Jones, voltaram a reunir-se em 1994 para contribuir para a série “Unplugged”, da MTV, intitulado “No Quarter”. Jones não gostou de não ter sido chamado para essa gravação, especialmente porque o título do álbum, “No Quarter”, vem de uma música de mesmo nome, que contém muito de seu trabalho. O estresse entre ele e Page e Plant foi ainda mais agravado quando, em uma entrevista coletiva Plant disse que ele estava “estacionando o carro.

Em 1997 foi lançado o primeiro álbum do Led Zeppelin em 15 anos, BBC Sessions. Esse álbum duplo incluía a quase totalidade das gravações que a banda tinha feito para a BBC, embora alguns fãs tenham notado a falta de uma sessão de 1969 que incluía a música nunca editada “Sugar Mama”. A essa altura, a “Atlantic” editou um single de “Whole Lotta Love”, que se tornou o único single da banda.

Em 2003 foi lançado o álbum How the west was won e o DVD Led Zeppelin. No fim do ano o DVD tinha vendido mais de 520 000 cópias.

Em 2006 a banda recebeu o Prêmio Polar de Música, um dos mais prestigiosos do mundo, como melhor banda de rock de todos os tempos.

No dia 10 de setembro de 2007, Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones se reuniram em Londres e anunciaram seu retorno aos palcos em uma única apresentação para vinte mil pessoas em um show em homenagem a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, morto em 2006 a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas. Eles anunciaram ainda que, no dia 13 de novembro de 2007, será lançado um novo CD intitulado “Mothership”, uma coletânea de músicas escolhidas pela própria banda e com nova remasterização, para substituir as coletânes “Early Days” e “Latter Days” lançadas anteriormente e que não foram consideradas com o “padrão de qualidade” do Led Zeppelin. O concerto foi realizado em 10 de dezembro de 2007, em Londres, e contou com a presença de Jason Bonham na bateria.

Em 7 de janeiro de 2009 o manager de Jimmy Page, Robert Mensch, declarou que planos de reviver a banda foram abandonados.

Amostras e Versões.

As músicas da banda foram, ao longo dos anos, alvo de muitas versões; os americanos Dread Zeppelin fizeram a carreira à custa de versões e paródias das músicas do Led Zeppelin; Alexis Korner fez uma versão de “Whole Lotta Love”, que foi durante muitos anos o tema do “BBC Chart Show”; Tina Turner também fez uma versão da mesma música; e a London Philharmonic Orchestra fez um tributo que incluía “Stairway To Heaven”, “When The Levee Breaks” e “Kashmir”.

O guitarrista Stanley Jordan fez um boa interpretação instrumental de “Stairway To Heaven”, canção cujos solos eram freqüentes em uma montagem cinematográfica dos anos 80 do livro de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Frank Zappa também gravou “Stairway To Heaven”. Mais inusitada foi a versão axé music que a banda baiana Babado Novo fez em 2003 do clássico “D’yer Mak’er”, peculiarmente misturando Rock e Reggae, mas despertando a ira de alguns dos fãs mais puristas do Led Zeppelin. Outra banda brasileira fez uso de uma canção do Led Zeppelin foram os cariocas do Planet Hemp, que pegaram a parte instrumental de The Ocean e colocaram um letra de autoria deles e o som foi batizado de “Adoled”", que foi editado no disco Os Cães Ladram Mas A Caravana Não Para” de 1997.

Em 1995 foi editado Encomium, um disco tributo ao Led Zeppelin com vários artistas modernos dos mais diversos estilos. Destacam-se no disco a versão notável de “Dancing Days” interpretada pelo grunge Stone Temple Pilots e as versões pesadissímas de bandas modernas de metal inluenciadas pelo Led Zeppelin como Helmet em Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks.

A influência do Led Zeppelin se mostrou poderosa em bandas de heavy metal, trash metal e metal alternativo dos anos 90 (alternative metal) que regravaram em estúdio ou ao vivo diversas covers da banda. Muitas destas assumiram publicamente ter o Led Zeppelin como sua maior influência. Dentre as bandas influenciadas tivemos regravações diversas como Tool gravando No Quarter no CD/DVD Salival de 2000, Korn com Wholle Lotta Love e Immigrant Song nos ensaios de seu acústico para MTV (tendo vídeo no youtube inclusive), os já citados Helmet com Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks no disco Encomiun, Crowbar ao vivo com No Quarter, Down ao vivo com Dazed and Confused em 2007 também com vídeo no youtube), Megadeth com Out on Tiles nas edições especiais do disco United Abominations de 2007, Soundgarden com diversos covers ao vivo como Wole Lotta Love, Communication Breakdown e Stairway to Heaven. O grupo brasileiro Angra regravou Kashmir para um CD tributo ao Led Zeppelin em 2002. O Oasis costumava tocar o riff de Whole Lottla Love após o encerramento da música Cigarettes & Alcohol em seus shows. Essa performance pode ser encontrada no CD e DVD ao vivo Familiar To Millions, editado em 2001.

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, a banda sempre foi muito protetora das suas músicas, e raramente autorizava que elas fossem usadas para outros fins. Mais recentemente foram-se tornando mais flexíveis, podendo-se ouvir música dos Zeppelin em filmes como Almost famous e School of Rock.

Survivor - História

O Survivor apareceu no cenário em 1978, integrado por Jim Peterick e Frankie Sullivan (guitarras), Dave Bickler (vocal), Dennis Johnson (baixo) e Gary Smith (bateria).

O álbum “Survivor” saiu em 79. Logo em seguida ao lançamento, Stephen Eliss e Marc Doubray substituiram o baixista e o baterista respectivamente. A banda começou a fazer pequenas apresentações, visando divulgar o álbum.

O próximo disco chamou-se “Premonition” e trouxe a bela canção “Take You On a Saturday”.

Em 82, Eles foram convidados para fazer a trilha sonora do filme Rocky III que saiu no mesmo ano, e foi aí que o Survivor aconteceu. A música tema “Eye of the Tiger” permaneceu por cinco meses em primeiro lugar na parada. O álbum de mesmo nome vendeu 1 milhão de cópias e a banda conquistou as rádios americanas.

Em 83, fizeram mais um álbum batizado de “Caught in a Game”. Este foi o segundo álbum do tecladista Daryl Dragon que havia se juntado à banda. Com o sucesso, o vocalista Dave Bickler se sentiu tentado a arriscar uma carreira solo. A banda bem que tentou segurar, mas não teve jeito.

Jim Peterik correu atrás de um vocalista e trouxe o não menos talentoso Jimi Jameson (ex-Cobra). A banda não deixou a peteca cair e em 1985 lançou um álbum que emplacou mais dois hits, “High On You” e “The Search is Over”. O álbum se chamou “Vital Signs”.

Ainda em 85, uma nova continuação de Rocky foi lançada e mais uma vez o Survivor estava presente, desta vez com a canção “Burning Heart”. Desnecessário dizer que foi mais um sucesso.

Tempos depois, a banda sofreu mais abandonos. Desta vez foram Stephen Eliss e Marc Doubray que resolveram sair fora. Nesta época a banda já divulgava “When second Counts”, um álbum mediano que entre outras menos interessantes trazia a faixa “How much Love”.

A banda ficou como um trio, que resolveu continuar e gravar um álbum com músicos de estúdio.

“Too Hot To Sleep” foi lançado, e apesar de não ter tido o sucesso esperado, foi satisfatório. As músicas “Desperate Dreams” e “Across the Miles” (a mesma que foi gravada pelo Uriah Heep em 98) entraram nas FMs e mantiveram o nome da banda na ativa.

No começo da década de 90, a banda se manteve na memória dos fãs através dos caça níqueis, duas coletâneas. A segunda, de 93, trouxe duas nova faixas que contavam com o retorno de Dave Bickler aos vocais.

A banda começou a fazer uma turnê pelos EUA, e o resultado foi bom até os integrantes se desentenderem novamente e darem uma nova pausa, Nesta pausa o vocalista Jimi Jameson retornou e tomou as rédeas da banda.

Foi lançado o álbum “Empires”, que não conta com os guitarristas originais e fundadores da banda, apenas Jimi Jameson e um mar de músicos desconhecidos. Apesar dos pesares o álbum agradou em cheio aos ouvintes.

Ratos de Porão - História

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Ratos de Porão é uma banda de hardcore e crossover thrash brasileira formada em 1981, durante a explosão do movimento Punk em São Paulo. Com mais de vinte anos de carreira, são referência nacional no gênero e reconhecidos também internacionalmente, principalmente na Europa.

No início da década de 1980, influenciado pelo movimento punk que começava a tomar forma em São Paulo, João Carlos Molina Esteves (o Jão, vocalista e guitarrista) formou o Ratos de Porão com seu primo Roberto Massetti (o Betinho, baterista) e o amigo Jarbas Alves (o Jabá, baixista). Em 1983, já com Mingau na guitarra, gravaram seu primeiro registro musical na coletânea SUB e participam do festival O Começo do Fim do Mundo, que reuniu vinte bandas no Sesc Pompéia, em São Paulo, se tornando um marco do movimento. João Gordo entrou em 1983, para mais uma mudança na formação, e a banda lança Crucificados Pelo Sistema.

Deixando de lado o punk puro e passando por estilos como o hardcore e o thrash metal, ganharam notoriedade também no exterior (sempre no underground punk/metal e principamente por terem assinado com a Roadrunner Records européia, graças a uma ajudinha de Igor Cavalera, então baterista do Sepultura), chegando a lançar alguns discos com versões em português e inglês. Por deixar de lado o punk puro e se tornar apresentador de programa de TV, João gordo passou a ser chamado de traidor por algumas pessoas.

Em 1995, lançaram Feijoada Acidente?, um tributo a bandas punk nacionais e internacionais. O título é uma paródia a The Spaghetti Incident?, disco do Guns N’ Roses que também é um tributo.

Para comemorar seus vinte anos de estrada, regravam o primeiro disco e então lançam Sistemados Pelo Crucifa, que vem com uma revista contando a trajetória da banda.

Depois de oito meses parados, os Ratos de Porão tocaram no festival paulista Maquinaria Rock Fest em 17 de maio de 2008. João Gordo com todo o seu jeito extrovertido agitou o público com clássicos como “Igreja Universal” e “Beber Até Morrer”.


The Ramones - História

Década de 70. Joey e Johnny, ainda garotos e colegas na escola de Forrst Hills, cresciam tomados pela indignação e frustração, diante da falta de repertório em que o rock vivia na época. As músicas eram longas, com técnicas apuradas e solos de bateria e guitarra intermináveis. Mas os dois garotos tinham algo mais em comum: a adoração pelos rocks revolucionáros como Beatles, Stones, Doors, e The Who, além dos ídolos rockabilly, como Turtles, Ventures, Kinks e Trashmen.
Decepcionados com o fim dos Beatles e com os Stones e The Who, que estavam se afastando cada vez mais da fúria de seu som original, voltaram-se para o que havia de mais radical na época: Stooges, MC5, e as glitter-bands de David Bowie, New York Dolls e T-Rex.
Joey, nessa época baterista, fundou o Sniper, grupo fortemente influenciado pelo New York Dolls, enquanto Johnny era o guitarrista no Tangerine Puppets, uma banda cover. Logo Joey e Johnny começaram a ensaiar e foi por intermédio de Johnny que Douglas Colvin, ou Dee Dee, também integrou-se na banda..
E assim aconteceu o primeiro ensaio dos Ramones, em 1974, com Dee Dee no vocal e Joey na bateria. Houve entre eles uma afinidade muito grande e em duas horas haviam composto a primeira música da banda: “I don’t get Involved with You”. Para homenagear o produtor Phil Ramone, batizaram a banda de Ramones e todos usaram “Ramone” como sobrenome, como se fizessem parte de uma família. A história, porém, gera controvérsias, uma vez que alguns afirmam que, na verdade, eles apenas fizeram uma brincadeira com fato de Paul McCartney se registrar em hotéis sob o pseudônimo de Paul Ramone.
O primeiro show dos Ramones ainda tinha Joey na bateria, e aconteceu em março de 1974, no estúdio onde ensaiavam, parecendo na verdade um ensaio aberto. O show foi um vexame pois Joey nitidamente não sabia tocar bateria. Decidem então que Joey assumiria os vocais e precisariam assim de um baterista. Conheceram ainda nesse mesmo estúdio, o empresário Tommy Erdelhyi, que passou a cuidar dos negócios do grupo.
Foram meses testando vários bateristas, até que Johnny sugeriu a Tommy que ele fosse o baterista, já que compreendia e conhecia as músicas. Tommy aceitou, mesmo sem nunca ter tocado bateria, formando completamente a banda: Joey no vocal, Johnny na guitarra, Dee Dee no baixo e Tommy na bateria.
Nessa época, o grupo já tinha um repertório mais extenso e começaram a se apresentar em alguns clubes, chamando a atenção de jornalistas, artistas e até mesmo celebridades.
No início de 1976, a banda já gozava de um certo prestígio em Nova Iorque, e sentia a necessidade de gravar um disco. Foi aí que Tommy conseguiu um contrato com a gravadora independente Sire, que lançou o primeiro álbum do grupo. Gravaram , em pouco mais duas semanas, o primeiro álbum com 14 músicas, com duração média de 28 minutos. O disco foi amado e odiado.
As rádios, ainda não habituadas com letras tão pouco convencionais e despojadas, falando sobre punks e delinquentes, ignoraram o álbum. Já na Europa o disco foi muito bem recebido, onde logo os Ramones foram fazer o seu primeiro show.
Em janeiro de 1977, o grupo já gravava seu segundo álbum: Ramones- Leave Home. A fama do grupo aumentava junto com os problemas de Dee Dee com as drogas.Mesmo assim, ele estava em uma fase muito criativa.

Logo após oito meses de lançamento do Leave Home, os Ramones estavam no estúdio para gravar a obra-prima do grupo e considerada também por muitos, o álbum revolucionário do rock, o “Rocket to Russia”. O disco terminou em sexto lugar na lista de discos mais vendidos.
No reveillon, gravaram o disco ao vivo It’s Alive, lançado apenas na Europa. Logo depois da turnê européia, Tommy resolveu deixar a banda, pois não gostava muito de excursionar. Ele queria mesmo dedicar-se exclusivamente à produção de discos e tornou-se um respeitado produtor, trabalhando até mesmo diversos outros Lp’s dos Ramones.
Entra no grupo o baterista Marc Bell, e como agora era um membro da família Ramone, muda seu nome para Mark Ramone. Pouco menos de um mês, os Ramones começaram a gravar Road to Ruin, que possuia músicas que foram consideradas prova de maturidade da banda.
Num período de pouco mais de dois anos, os Ramones haviam lançado quatro discos e começavam as ser criticados pela falta de criatividade. Foi aí que entrou na história o famoso produtor Phil Spector, que mudou um pouco a direção musical da banda, produzido um disco muito perfeccionista e rico em detalhes. Mas Johnny não estava contente, pois sentia que o estilo punk, característico do grupo, havia sumido, dando mais espaço ao pop.
Em julho de 1981, foi lançado “Pleasant Dreams” onde percebia-se que o clima nos Ramones não andava muito bem. Já no álbum Subterranean Jungle, Dee Dee e Johnny recuperavam a força de seus primeiros trabalhos, porém ainda notava-se uma certa insegurança. Nesse disco Mark Ramone se despedia dos Ramones, por causa de seu alcoolismo.
Dois dias depois do lançamento do Subterranean Jungle, os Ramones anunciavam a chegada do novo baterista, Richie. Recuperados da crise, os Ramones voltam com força total à fúria de seus primeiros discos. Durante os cinco anos seguintes, a banda renasceu com quatro álbuns excepcionais,: “Too Tough, To Die”, “Animal Boy”, “Halfway To Sanity” e “Brain Drain”.
O que realmente preocupava a todos nessa época, era o vício de Dee Dee com as drogas. Logo depois do lançamento de “Halfway To Sanity”, Richie casou e resolveu, deixar o grupo banda, entrando em seu lugar Clem Burke, ex-Blondie, que passou a se chamar Elvis Ramone.
Elvis ficou apenas por dois shows no grupo pois não acompanhava o estilo da banda e Mark, recuperado do alcoolismo, volta a fazer parte dos Ramones. Porém, o probelma com o Dee Dee se agravava cada vez mais. Em 1987 , o baixista cortou o cabelo, resolveu gravar um disco de funk, e logo após o lançamento de Brain Drain e de seu disco solo, resolveu abandonar os Ramones, sem explicar as razões.Não foi nada fácil substituir Dee Dee, já que ele era uma figura das mais carismáticas da era punk.
Foi então que escolheram CJ como baixista, pois foi o único que não tentava imitar Dee Dee, tornando-se CJ Ramone em 4 de agosto de 1989. A entrada de CJ deu nova inspiração ao grupo, que se sentia revigorado e satisfeito com a performance do noivo baixista. Uma turnê pela Espanha acabou originando Loco Live, o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado oficialmente nos Estados Unidos.
Em setembro de 1992 os Ramones lançaram Mondo Bizarro. O álbum provocou um novo estouro da banda em todo mundo, fazendo dos Ramones a atração principal em vários festivais de rock na Europa. Em 94 lançam o também aclamado Acid Eaters.

Tudo estava indo bem até que, sem nenhum motivo aparente, os Ramones anunciaram que estavam se separando. Gravam então em 95, o disco de despedida Adios Amigos. Em 1996, Joey segue sua carreira solo com Marky na bateria, CJ segue com a banda Los Gusanos e Johnny, se dedicará à sua coleção de filmes de horror e discos antigos.
Cada integrante cuidava de seus projetos e os boatos de que o Ramone voltariam cresciam cada vez mais. Nessa época, foi descoberto que Joey estava fazendo tratamento contra o câncer e que seu estado de saúde não era nada bom.
No dia 15 de abril de 2001, o mundo todo ficou chocado com a notícia: Morreu Joey Ramone. Os fãs choram com o fim de uma história que durou 21 anos, e os Ramones, que sempre foram fiéis ao estilo punk rock , provaram que ainda existe fidelidade e amor à música.
No ano seguinte o baixista Dee Dee não resistiu a uma overdose e faleceu aos 49 anos de idade. Sua biografia ainda saiu aqui no Brasil sob o título de “Coração Envenenado - Minha Vida com os Ramones” (Editora Barracuda).
Em 2003, a Rua 2 leste com a Bowery, em Nova Iorque, passou a se chamar Joey Ramone Place, numa homenagem mais do que merecida ao líder dos Ramones. Este local foi escolhido pois fica no mesmo quarteirão do lendário clube CBGB, onde eles, ao lado do Blondie e Television iniciaram suas carreiras.
O Ramones continuou recebendo diversas homenagens, tributos e virou até musical. Intitulado “Gabba Gabba Hey”, a peça estreou na Austrália e tem ambição de entrar em cartaz na Broadway.
Em 2004 foi anunciado “Ramones Raw”, um DVD que conta com diversos depoimentos de artistas influentes como Debbie Harry e Bono Vox, além de uma performance histórica do grupo em Roma, registrada em 1980.
Na mesma época, o guitarrista Johnny Ramone revelou que sofria de câncer na próstata há 5 anos e que estava passando por um tratamento intensivo de quimio e radioterapia. Infelizmente, o músico acabou falecendo no dia 15 de Setembro, aos 55 anos de idade, em Los Angeles.
Em 2005 chegou às lojas o DVD “End of The Century: The Story of The Ramones”, um documentário sobre a trajetória da banda. O material traz diversas entrevistas, cenas de bastidores, depoimentos de personalidades, imagens ao vivo, e uma vídeo-aula com o baterista Marky Ramone.
Em junho, o baterista esteve no Brasil se apresentando em um show do programa “Garagem”, da rádio Brasil 2000, ao lado de nomes como João Gordo, Derrick e Igor Cavaleira do Sepultura

The Cure - História

O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80. Responsáveis por grande parte dos hits dessa época, o grupo ainda continua fazendo história, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro álbum. E o grande nome por trás disso tudo é Robert Smith. Nascido em Blackpool, Inglaterra, o vocalista é o criador de quase tudo que a banda gravou e único membro a nunca abandonar o The Cure.
Montou o Easy Cure, em 1977, ao lado do baterista Lol Tolhurst, do baixista Michael Dempsey e do guitarrista Porl Thompson. Após uma experiência não muito agradável com a gravadora Hansa, gravaram o single “Killing An Arab”. Bob assumiu as guitarras e agora como trio, mudam o nome do grupo para The Cure.
No ano de 1979, foi lançado o ‘debut’ “Three Imaginary Boys”, que saiu nos Estados Unidos como “Boys Don’t Cry”, e acabou se tornando uma das composições mais famosas da banda. Dempsey, no entanto, resolveu deixar o The Cure e foi substituído por Simon Gallup.
O segundo trabalho “Seventeen Seconds” trouxe ainda mais popularidade para os ingleses e a música “A Forest” impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo. Os discos seguintes são considerados grandes clássicos do Rock Gótico, “Faith” de 1981, e “Pornography”, de 1982, com os hits “A Strange Day”, “The Hanging Garden” e “Cold”.
No ano seguinte, Gallup anuncia a sua saída e a dupla Bob e Lol resolve dar um tempo no grupo. O vocalista faz algumas participações com o Siouxie and the Banshees e o The Cure só volta em 1984, com “The Top”, trazendo no line up Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria.
Mas essa formação não duraria muito. Boris Willians, Porl Thompson e o antigo baixista, Simon Gallup integram o time e “The Head On The Door” chega ao topo das paradas nos EUA e na Inglaterra.
Uma coletânea de singles, intitulada “Standing on a Beach”, saiu em 1986 e o inédito “Kiss Me Kiss Me Kiss Me”, veio no ano seguinte e, além da faixa-título, também foram muito executadas ‘‘Why Can’t I Be You?’’ e “Catch” e “Just Like Heaven”.
Em 1989, o The Cure passou por momentos bons e ruins. O fato positivo foi “Disintegration”, álbum ovacionado pelos fãs e críticos. Por outro lado, Lol Tolhurst abandona o grupo e alimenta uma longa briga judicial com seu antigo companheiro Robert Smith, sendo substituído por Roger O’Donnell.
“Mixed Up”, um álbum de remixes saiu um ano depois e o inédito “Wish” colocava o The Cure de volta nas rádios com a pop “Friday I’m In Love”. Em 1993, o ao vivo “Show” chega às lojas e logo em seguida vem outro “Paris (Live)”.
Em 1996, “Wild Mood Swings” causa uma certa divisão entre os fãs devido ao experimentalismo presente em todas as composições. Mais uma coletânea de singles, dessa vez “Galore” foi lançada e para a surpresa geral, Robert Smith anuncia que o The Cure vai acabar. Como uma despedida para os fãs, gravam “Bloodflowers”, um disco no melhor estilo do The Cure, uma banda que marcou para sempre a história do Rock e que continua conquistando milhares de fãs em todo o mundo, mesmo após terem anunciado o seu fim.
O grupo lançou em 2004 uma caixa especial contendo 4 CD’s com todos os grandes sucessos e faixas raras de forma retrospectiva, e que inclui ainda um encarte de 76 páginas repleto de fotos. No mesmo ano, o The Cure retomou suas atividades e gravou um álbum inédito. Auto-intitulado, o material contou com a produção de Ross Robinson (Korn, Limp Bizkit e At The Drive-In). Apesar da escolha de um produtor tão diferente, a formação continua a mesma de 10 anos atrás com Robert Smith nas vozes e guitarra, Simon Gallup no baixo, Perry Bamonte na guitarra, Jason Cooper na bateria e Roger O’Donnell nos teclados.
Para divulgar o trabalho e provar que voltaram em grande estilo, os ingleses criam um festival próprio, batizado de Curiosa. Além deles, que, obviamente, são a atração principal, o evento roda os Estados Unidos levando ainda nomes como Interpol, The Rapture, Mogwai e Melissa Auf Der Maur.

Stryper - História


A história do Stryper iniciou um 1983, em Orange Country/Califórnia. O primeira nome da banda era Roxx Regime, integrado pelos irmãos Michael Sweet/Robert Sweet e por Oz Fox, respectivamente, vocalista/guitarrista, baterista e guitarrista. Em 1984,foi recrutado o baixista(e tecladista) Timothy Gaines e data deste período a mudança de nome da banda para Stryper (Salvation Through Redemption Yelding Peace Encouragement and Rightneous- salvação através da redenção gerando paz, encorajamento e retidão) que foi associado ao versículo bíblico Is 53:5. Tocando no circuito metal de Los Angeles, a banda logo atingiu um relativo reconhecimento e foi contratada pela Enigma Records, pela qual lançou o álbum de estréia, 'The Yellow and the Black Attack (1984), originalmente com 6 músicas (Em 1986 o álbum seria relançado com mais duas músicas).

Trata-se de um disco simples, mas homogeneamente pesado, com riffs densos e letras diretas sobre o amor de Deus. Já ficam evidenciadas as características que marcariam e diferenciariam o Stryper: a associação de riqueza melódica à músicas pesadas, envolvidas pela sinceridade e singeleza das letras e pelo timbre marcante da voz de Michael Sweet com seus gritos estridentes. A qualidade surpreendente para um primeiro trabalho foi devidamente recompensada com a inclusão da regravação do álbum (1986) na posição número 103 da Billboard e no recebimento do disco de ouro. 'Soldiers Under Command(1985), o segundo trabalho do Stryper, reafirma o potencial da banda e explicita sua sonoridade agressiva. O disco de ouro veio rapidamente e o álbum ocupou a posição 84 da Billboard, mas o grande sucesso ainda estaria por vir....

'To Hell With the Devil' (1986) é o ápice musical e comercial do Stryper! O vigor de clássicos como 'To Hell With The Devil', 'The Way' e 'Rockin Forces' catapulta a banda para uma posição jamais imaginada! O álbum atinge discos de platina, permanece entre os top 40 da Billboard, os vídeos de 'Honestly' e 'Free' ocupam a primeira posição da MTV, a turnê toma grandes proporções (data desta época o show que fizeram com o W.A.S.P.), ocorre a indicação para o Grammy... marcas impressionantes para uma banda que difundia uma mensagem completamente paradoxal aos princípios vigentes na indústria fonográfica. 'In God We Trust (1988) dá continuidade ao sucesso do álbum anterior....o disco de platina vem sem demora, a balada 'Always There for You' torna-se a mais requisitada na MTV e a turnê é aclamada (distribuía-se bíblias ao público em todos os shows).Outra balada deste álbum, 'I Believe in You', foi incluída na trilha sonora da novela O Salvador da Pátria (Rede Globo).Tudo isso revestido pela fidelidade, até então inabalável, do Stryper à crença cristã. Entretanto, com o lançamento de 'Against The Law' (1990), após um período de 9 meses de gravação reclusa na casa do baterista Robert Sweet, surgem rumores a respeito da sinceridade da fé da banda, porquanto o som, as letras e a perspectiva dos integrantes se torna mais comercial, abandonando a lealdade para com os fãs e o amor explícito para com Deus em troca de um provável sucesso a âmbito mais geral.
Esta mudança, até certo ponto radical, produz o efeito contrário do esperado, pois o álbum é claramente mal recebido pelos velhos fãs e, embora tenha atingido a platina, o retorno comercial esteve aquém dos objetivos traçados. Logo, as retaliações dos fãs produzem um período de reflexão nos integrantes sobre a condução do Stryper. A resposta da banda é a coletânea 'Can't Stop the Rock' (1991) que apresenta duas novas músicas que representam o retorno ao princípios originais do Stryper ('Believe' é um protesto contra a guerra do Golfo), manifestando a superação do período em que foram corrompidos pelo sucesso. Entretanto, o álbum não é suficiente para anular as trágicas conseqüências de 'Against the Law'. Michael Sweet abandona a banda para seguir carreira solo. O Stryper continua excursionando pela Europa, mas em 1992, o fim da banda, iminente após a saída de Michael, se concretiza. A transformação produzida pelo Stryper transcendeu, em muito, os parâmetros musicais e se estendeu à área religiosa-ideológica, quebrando incontáveis barreiras, afirmando o heavy metal como um veículo possível para a transmissão do evangelho cristão.

Ronnie James Dio - História

A longa carreira de Ronnie James Dio começou em 1957, quando formou uma banda com colegas da escola, o Vegas Kings. Os integrantes eram Nick Pantas (guitarra) e Tommy Rodgers (bateria). Dio fazia os vocais, tocava baixo e trumpete. Com a entrada de Jack Musci - que iria tocar sax - eles mudaram o nome da banda para Ronnie and the Rumblers.

Tocaram em alguns bailes e, em 1958, tiveram a chance participar de um show grande, mas o organizador desse show não gostou do nome da banda então tiveram que mudá-lo. O novo nome era Ronnie and the Redcaps. Continuaram tocando em bailes e festas.

Em 1959 gravaram o primeiro e único ‘single’. Outro vocalista participou dessa gravação, Billy DeWolfe, que saiu da banda logo depois. No ano seguinte, o pai de Jack o fez sair da banda, dizendo que não pagaria mais sua faculdade. Jack Musci deixou a banda e logo depois disso, Dick Bottoff entrou como um segundo guitarrista. Gravaram um segundo ‘single’ em 1961, no qual Ronnie usou o nome Ronnie Dio pela primeira vez. Mudaram o nome da banda novamente: Ronnie Dio and the Prophets, gravando um EP ao vivo.

Mudaram o nome mais vezes: The Electric Elves, mais tarde, apenas The Elves e então, ELF. Mickey Lee Soule entrou para tocar teclado e Gary Driscoll, bateria. Dio fazia o vocal e tocava baixo. Em janeiro de 72, Roger Glover e Ian Paice (Deep Purple) conheceram e apreciaram muito a banda ajudando na gravação do primeiro LP, “ELF”, pela Purple Records.

Em 1973, apesar de ter saído do Purple, Glover continuou produzindo o ELF. O guitarrista saiu entrando outro em seu lugar, um baixista juntou-se à banda e Ronnie concentrou-se nos vocais. “Carolina County Ball”, de 1974, o segundo LP, também foi produzido por Glover, que ficou muito interessado na voz de Dio convidando-o para tocarem juntos. Mas não era só Roger Glover que percebia o talento de Ronnie James Dio.

Em 1974 ainda, Ritchie Blackmore, nada satisfeito com o Deep Purple, quis lançar um álbum solo, e o ELF acabou entrando nessa. No ano seguinte saíram “Trying To Burn The Sun” (do ELF) e “Rainbow” (do Blackmore, com o Dio). A situação ficou um tanto confusa para ambas as bandas e Ritchie formou então o Blackmore’s Rainbow, saindo oficialmente do Purple. O ELF acabou.

No Rainbow, Dio gravou “Rainbow Rising”, “Rainbow On Stage”, “Long Live Rock ‘N’ Roll” e o ao vivo, “Live In Europe”. De 80 a 82, Dio assumiu os vocais no Black Sabbath, gravando os maravilhosos “Heaven And Hell”, “Mob Rules” e “Live Evil”. Ainda com o Rainbow lançou “Chase The Rainbow” e a coletânea “The Best Of Rainbow” - ambos em 1981 - e o último LP do Rainbow, “Finyl Vinyl” (1986). No início de 1998 cogitou-se a idéia de uma volta do Raibow, mas por enquanto nada existe de concreto.

A carreira solo de Ronnie começou em 1983 quando lançou “Holy Diver”, um clássico. Muitos músicos de primeira tocaram com Dio, como Vivian Campbell, Jimmy Bain, Claude Schnell, Vinny Appice e Jens Johansson. Existem também participações especialíssimas em seus LPs, como Malmsteen e Rob Halford. O segundo LP do Dio, “The Last In Line”, levou a banda a uma turnê mundial quando gravaram o primeiro vídeo.

Os shows do Dio sempre tiveram grandes cenários, incluindo laser, dragões que cospem fogo, etc., fazendo de suas apresentações um grandioso espetáculo, ganhando prêmios em revistas. Outro vídeo saiu, “Sacred Heart Live”. Em 1992 voltou a tocar com o Sabbath, lançando “Dehumanizer”, sem deixar de lado sua carreira solo. Foi nesse mesmo ano que o Sabbath veio fazer shows aqui no Brasil.

Após bem sucedidos álbuns de estúdio, o vocalista lança, em 1998, “Inferno: Last In Live” que traz vários clássicos como “Don’t Talk To Strangers”, “Holy Diver”, “We Rock”,“The Mob Rules” - essa da época do Sabbath - e “Long Live Rock And Roll” do Rainbow.

No ano de 2000, Dio lançou mais dois trabalhos o inédito “Magica” e uma compilação com 16 faixas, passando por todas as fases de sua carreira entre 1983 e 1994, intitulado apenas “The Very Best”.

Em 2002, “Killing the Dragon” chega às lojas, e traz um Dio no mesmo estilo de “Magica”, ou seja, um Heavy Metal clássico, cheio de ‘riffs’ e melodias marcantes e tudo o que os fãs do vocalista gostam. Além de Dio nos vocais e teclados, a formação do álbum conta com Jimmy Bain no baixo, Doug Aldrich na guitarra e Simon Wright na bateria.

No ano seguinte é lançada a coletânea “Dio Anthology: Stand Up & Shout”, um álbum duplo que repassa toda a carreira de Dio, desde o ELF até seus trabalhos solo. “Master Of The Moon”, de 2004, foi bem recebido pela crítica. Dois anos mais tarde, outro álbum ao vivo, o duplo “Holy Diver Live”, resultado da turnê do álbum anterior - que passou pelo Brasil em 2006 - chega às lojas em CD e DVD.

Mas a novidade de 2006 é Heaven and Hell, projeto que conta com Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, além, é claro, do próprio Dio. O projeto causou furor entre os fãs e vem acompanhado do lançamento de “Black Sabbath: The Dio Years”.

História - The Kooks

The Kooks é uma banda britânica de indie rock formada em Brighton em 2004. A banda foi formada no colégio onde todos estudavam, Hoover High School. O vocalista e guitarrista Luke Pritchard e o baixista Max Rafferty formaram a base da banda enquanto estavam envolvidos em projeto da escola. Mais tarde, entram o guitarrista Hugh Harris e o baterista Paul Garred, que escolheram o nome da banda tirado de uma música do David Bowie, do álbum de 1971, Hunky Dory, intitulada “Kooks”. Quando a Virgin tentou registrar o nome, eles descobriram que por volta de 1990 uma banda sueca com o mesmo nome havia lançado um único single na Suécia chamado “Too Much of Nothing”.

The Kooks então grava um EP de estréia e toca no Brighton’s Free Butt festival, e rapidamente assinam contrato com a Virgin Records. Pritchard escreve o hit da banda “Naive” quando tinha apenas quinze anos, dando assim o pontapé inicial para o primeiro álbum da banda, Inside In/Inside Out. O álbum já vendeu mais de um milhão de cópias e atingiu a terceira marca de platina. Durante a turnê promocional, a banda, principalmente Pritchard, se irritou ao ser entrevistada pelo programa Popworld da Channel 4, após o apresentador Simon Amestell fazer repetidas referências sobre a ex-namorada de Pritchard, Katie Melua.

Com o álbum Inside In/Inside Out o grupo entra em turnê, pela primeira vez, pelos Estados Unidos em Outubro de 2006, tocando em Nova York e Los Angeles.

História - Disturbed

Disturbed é uma banda norte-americana de Hard Rock rotulação feita pelo próprio David Draiman, Embora muitos considerem uma banda de nu metal havendo apenas algumas influências desse tipo de som, formada em 1996.

Amigos de longo tempo, Dan Donegan, Mike Wengren e Fuzz tocavam juntos em Chicago, algum tempo depois entrou na banda David Draiman, por volta de 1997. David Draiman cresceu dentro de uma família religiosa à qual se rebelou; foi expulso de cinco escolas na sua adolescência. Sua raiva foi tomada no som gritante de Disturbed, e a banda ergueu seguidores no lado sul de Chicago depois de apresentar uma fita-demo para a Giant Records, que liberaram o primeiro álbum, The Sickness, em março de 2000. A banda ganhou mais fãs e se lançou no cenário musical tocando no palco principal do Ozzfest 2001. Entre as canções mais influentes estão "Prayer", "Remember" e "Voices".

Nos primeiros anos a banda gravou duas EPs que foram enviadas à gravadoras diferentes. Foram descobertos pelo público geral em 1999 com o single "Stupify" e pelo álbum seguinte The Sickness. Após participar da Ozzfest em 2001, partiram para a turnê Music as a Weapon Tour.

Em setembro de 2002 foi lançado o segundo álbum Believe, e no ano seguinte a banda participou novamente da turnê Ozzfest. Kmak deixou a banda em 2003, tendo sido substituído por John Moyer.

O grupo lançou e entrou em turnê em suporte ao terceiro álbum, Ten Thousand Fists, lançado em setembro de 2005. Um dos destaques desse álbum é a cover de Land of Confusion, canção de 1987 da banda britânica Genesis.